Metallica | Master of Puppets (1986)

20 06 2007

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Selo | Elektra
Produção | Metallica/Flemming Rasmussen
País | EUA
Duração | 54:00

1. Battery – 5:10
(Hetfield/Ulrich)
2. Master of Puppets – 8:38
(Burton/Hammet/Hetfield/Ulrich)
3. The Thing That Should Not Be – 6:32
(Hammet/Hetfield/Ulrich)
4. Welcome Home (Sanitarium) – 6:28
(Hammet/Hetfield/Ulrich)
5. Disposable Heroes – 8:14
(Hammet/Hetfield/Ulrich)
6. Lepper Messiah – 5:38
(Hetfield/Ulrich)
7. Orion – 8:12
(Burton/Hetfield/Ulrich)
8. Damage, Inc. – 5:08
(Burton/Hammet/Hetfield/Ulrich)

O melhor álbum do Metallica, simples assim.

Tudo na vida, na história, no universo, segue uma ordem natural que está além do nosso controle. Tudo surge, evolui até seu ápice e depois dalí pra frente é cada vez um passo mais perto da extinção. Pois para o Metallica o ponto de máximo dessa parábola se encontra exatamente aqui. Outros álbuns da banda venderam mais que esse, mas nenhum deles conseguiu chegar ao nível de refinamento do Master of Puppets.

Em todos os aspectos esse álbum é uma obra prima. O que fez do Master… um marco do thrash metal mundial foi seu o equilíbrio perfeito entre agressividade, velocidade, refinamento composicional e expressividade melódica. Ele tinha, e ainda tem, a característica básica e essencial que forja qualquer clássico: ninguém nunca tinha ouvido nada como aquilo antes.
Se você não conhece thrash metal, e principalmente, se você não conhece Metallica, esse é seu ponto de partida. E mesmo apesar de ter sido lançado exatamente no mesmo ano de outros clássicos do thrash metal como Peace Sells… But Who’s Buying do Megadeth e Reign in Blood do Slayer, o Master of Puppets, de longe, se destaca.

Logo na faixa de abertura Battery, uma introdução com 4 violões (influência direta do erudito baixista Cliff Burton) prepara o ouvinte para a muralha de som que está por vir em uma das músicas mais rápidas já feitas pela banda. Em seguida a faixa título mais uma vez mostra o perfeito equilíbrio presente em todas as faixas, onde no meio da música um trecho instrumental lento interrompe o frenético bumbo com uma melodia arpejada que quando tocada pelos 4 violoncelos do Apocalyptica, facilmente se passaria por uma composição de Haydin. Destaque para o guitarrista Kirk Hammet que nessa faixa toca um dos solos mais belos e virtuosos que ele já compôs.

As belas, porêm mais lentas, The Thing That Should Not Be e Welcome Home (Sanitarium) seguem dando um momento para respirar depois dos quase 15 minutos de pura brutalidade das duas primeiras faixas.

Mas antes que você tenha tempo para se acostumar com as guitarras limpas de Welcome Home… a quinta faixa, Disposable Heroes começa te derrubando com o impacto de uma corrida de tratores turbinados. Com uma letra que questiona o real significado de mandarmos soldados para a guerra (o que nos faz pensar em como uma letra escrita a mais de vinte anos consegue se manter tão atual), essa subestimada música está entre os temas mais pesados que o Metallica já escreveu. A indignação do vocalista/guitarrista James Hetfield para com o tema foi representa de forma exímia em 8 minutos de pura verocidade musical. Ouça os últimos 40 segundos da faixa, onde a música evolui em um frenesi sem igual, quase que lutando contra os instrumentistas, simplesmente se recusando a acabar.

As letras de questionamento sempre foram uma característica do Metallica, vide a próxima faixa, Leper Messiah onde trechos como “Send me money, send me green, Heaven you will meet / Make a contribution and will get a better seat” (“Me mande dinheiro, me mande a verdinha e conhecerás o Paraíso / Faça uma contribuição e consiguirá um assento melhor”) são verdadeiros socos no estômago da igreja. A instrumental Orion é nada menos que um clássico. Mais uma vez o baixista Cliff Burton (originalmente musicalizado no violoncello quando criança), mostra sua veia erudita, ao compor um ostinado em tempo de valsa que serve de pano de fundo perfeito e antecipa a entrada de uma muralha sonora de 3 guitarras tocando um dos temas mais belos compostos pelo Metallica, melodia essa escrita na forma de melodia em bloco tão bem que nenhum orquestrador de big band poderia ter feito melhor.

O disco termina com Damage, Inc., que juntamente com Disposable Heroes, mostra que se tem uma coisa que o Metallica sabe fazer bem, ou pelo menos sabia em 1986, é musica pesada de primeira qualidade.

Metallica apresentando a música Battery em 1989. Nesse show a banda já contava com Jason Newsted no baixo. São raros os vídeos de músicas do Master of Puppets, com Cliff Burton, já que o baixista morreu trágicamente pouco depois do lançamento do disco em um acidente com o ônibus da banda durante a turnê européia de lançamento do disco.





Sou Todo Ouvidos…

20 06 2007

Bem vindos…

Começando hoje, vou postar aqui resenhas de CDs, DVDs, LPs, EPs, fitas K7, caixinhas de música, enfim, qualquer coisa que seja musicalmente interessante. Vou tentar entrar o mínimo possível em detalhes teórico-musicais, pois meu objetivo com esse blog é que qualquer um, qualquer um MESMO, possa entrar aqui e talvez descobrir algum som novo pra baixar no seu eMule e, quem sabe, abrir um pouco a cabeça para música boa, se afastando cada vez mais dessa massificação da música tão presente nas nossas, artisticamente sofridas, tardes de domingo.

Ainda estou fazendo um gráfico para colocar nos posts e dar as notas dos discos, mas já queria começar a postar logo. Então, o que eu vou fazer é começar postando aqueles que eu considero os 5 melhores álbuns da história. Se eu tivesse que escolher 5 CDs para levar para uma ilha deserta e ouvir para o resto da minha vida (considerando que na ilha deserta eu tivesse um disckman e muitas, mas muitas pilhas!), estes seriam os escolhidos.
Se eu tivesse que dar uma nota para os 5 próximos álbuns que eu vou postar, obviamente seria 10, então é bom que até eu postar todos vou ter tempo de terminar o gráfico das notas.

Então é isso, entrem, divirtam-se, ouçam de tudo sem preconceitos e se tiverem alguma sugestão, crítica, elogio é só deixar um comentário.

Eu sou todo ouvidos…